Antonio

 

 

 

 

 

 

 

Nome: Antonio
Autor: Beatriz Bracher
Ano: 2007
Data do encontro: 05/03/2020
Apresentação por: Maria Célia

Por Inocência

A reunião do dia. sobre o livro Antonio, de Beatriz Bracher, contou com a presença de: Andyara, Teresa Lirio, Marilena, Marília, Terezinha Acioly, Maria Célia e Inocência.

Foi relembrada a data da próxima reunião que será dia 2 de abril.

Em seguida passou-se à votação da próxima obra que será lida. A obra vencedora foi Um hotel na Esquina do Tempo, de Jamie Ford.

Logo após, Andyara pediu a palavra para colocar em pauta a discussão para se saber o motivo de a frequência estar tão baixa. Ventilou-se a hipótese de ser o motivo relacionado às obras escolhidas que, talvez, não tenham despertado interesse nas leitoras. Outro ponto em defesa da baixa frequência foi o fato de ser período de férias. Não se chegou à conclusão, mas restou o incentivo para mais pessoas apresentem sugestão de leitura.

Mais uma vez Andyara pediu a palavra e fez leitura da preciosa colaboração da Vera que, embora não tenha participado da reunião enviou informações técnicas sobre o livro, nestes termos.

NARRAÇÃO E NARRADOR
O livro ANTONIO, de Beatriz Bracher, apresenta peculiaridades interessantes quanto a quem conta a história, os narradores. É o que se chama de polifonia textual, uma característica dos textos em que a narração é feita por diversas vozes.
Nesse caso, os personagens/narradores do romance polifônico possuem seu próprio ponto de vista, voz e comportamentos, mediados pelo contexto em que estão inseridos.
Nos romances polifônicos, os personagens/narradores atuam livremente, tendo todos certa autonomia.
As vozes presentes no discurso não se anulam e, sim, se complementam. Dessa maneira, elas formam uma grande teia de pensamentos, opiniões e posturas.

Quando lemos Madrugada Suja, de M Sousa Tavares, as apresentadoras discorreram sobre o conceito de narrador e suas várias características.
Se quiser rememorar, veja aqui ao fim da postagem https://livroseraquetes.wordpress.com/2014/08/07/madrugada-suja/

Passou-se à discussão propriamente dita da obra e, embora quase ninguém tenha gostado do livro, as ponderações da Tereza Lyrio trouxeram à lume um viés não claramente percebido antes pelas leitoras. Assim, a própria Tereza materializou sua fala da seguinte forma.
Impressões de Teresa Lirio sobre o encontro em torno do livro Antônio de Beatriz Bracher

Éramos sete as participantes da reunião. O livro desagradou a quase todas! Apesar de a trama ser reconhecida como boa, por algumas, a forma como a estória foi contada despertou irritação. Os personagens narradores se alternavam sem que se soubesse claramente quem estava falando e de que época era o relato. Algumas leitoras contaram que prosseguiam na leitura mesmo sem entender direito e outras que se aborreciam de ter que voltar em páginas anteriores para achar o fio da meada.
Começamos a reunião com a leitura de um resumo que permitiu fossemos nos inteirando e em conjunto organizando a nossa percepção sobre desenrolar dos acontecimentos. Fizemos uma reconstrução cronológica da trama que trouxe um pouco mais de alívio e até certa empatia, principalmente com Isabel, que expressava pensamentos que nos impressionaram por sua aguda apreensão das pessoas e das emoções.
A unanimidade foi quanto ao desconforto com o relato do final de vida de Isabel. Pareceu-nos desnecessariamente cruel, e indigno para a única personagem com a qual alguma identificação se estabeleceu, ainda que somente para poucas leitoras.
Como motivo de ter gostado do livro, foi dito que ele retrata e faz pensar sobre a questão da transgeracionalidade, ou seja a transmissão de geração em geração de aspectos emocionais. Os não ditos, os segredos, as expectativas, vão passando de uns para outros na mesma família, de forma inconsciente, e vão produzindo angústias e sintomas que terminam por comprometer a saúde mental de seus membros. Nesse sentido, o livro foi visto como o desejo de Benjamim de cortar essa cadeia doentia e abrir espaço para que seu filho Antônio pudesse nascer livre, sem nenhum mandato a cumprir!.

Fechou-se os trabalhos com o costumeiro delicioso lanche com destaque para o pavê de uva oferecido por Maria Célia.

Para ver as fotos do encontro clique aqui
Antonio – Fotos do Encontro

O Apanhador no Campo de Centeio

 

 

 

 

Nome: O Apanhador no Campo de Centeio
Autor: J.D. Salinger
Ano: 1946
Tradução: Caetano W. Galindo
Data do encontro: 06/02/2020
Apresentação por: Andyara, Inocência, Marília e Teresa Lírio

Por Vera Correa

Apresentação do livro

. Inocência apresentou dados biográficos do autor, complementados por levantamentos feitos por outras leitoras, tal o interesse despertado pela vida e atitudes do J D Salinger. Para conferir clique no link O Apanhador no Campo de Centeio

. Teresa Lírio apresentou link de filme/documentário/entrevista com o autor J. D. Salinger https://www.youtube.com/watch?v=_JSFr7YdKLE

. Vera Correa apresentou artigos e considerações sobre o subgênero romance de formação. O ROMANCE DE FORMAÇÃO
A primeira tradução que é também do texto digital foi feita a seis mãos : Álvaro Alencar, Antônio Rocha e Jório Dauster.
Na nova edição, comemorativa dos aos 100 anos de nascimento de Salinger, a tradução é de Caetano W. Galindo.
Alguns links sobre a tradução:
https://www.google.com.br/amp/s/www1.folha.uol.com.br/amp/ilustrada/2019/06/apanhador-no-campo-de-centeio-que-ganha-nova-traducao-ajudou-a-criar-imagem-do-adolescente.shtml
https://todavialivros.com.br/visite-nossa-cozinha/o-apanhador-no-campo-de-centeio-carta-do-tradutor

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As Brasas

 

 

 

 

 


Nome:
As Brasas
Autor: Sándor Márai
Ano: 1942
Tradução: Rosa Freire D’Aguiar
Data do encontro: 05/12/2019
Apresentação por: Andyara, Conceição, Marilena e Rosete

Reunião comemorativa dos 7 anos do nosso grupo.

Rosete fez a apresentação do livro e seu contexto histórico. Também fez uma análise detalhada dos personagens e suas características e o quanto elas foram relevantes no desenrolar da trama. Para ver clique: Apresentação_As brasas_05.12.19

Marilena apresentou a biografia do autor e sua conturbada vida. Sándor Márai_ As Brasas

Andyara foi responsável pelos slides super elaborados que ilustraram a apresentação.

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O Voo da Guará Vermelha

 

 

 

 

 

Nome: O Voo da Guará Vermelha
Autor: Maria Valéria Rezende
Ano: 2005
Data do encontro: 07/11/2019

O livro agradou muito a todas, para várias pessoas foi dos melhores livros lidos, não apenas neste grupo, mas na vida.

Vera Corrêa considerou uma feliz coincidência que o livro escolhido para discussão no mês de aniversário deste grupo literário seja uma narrativa que valoriza tanto a contação de histórias, a memória, a leitura, o registro do passado para o presente e o futuro.
Transcreve aqui trechos do que uma amiga editora em Curitiba escreveu:
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A Revolução dos Bichos

 

 

 

 

 

Nome: A Revolução dos Bichos
Autor: George Orwell
Tradução:   Heitor Aquino Ferreira
Ano: 1945
Data do encontro: 03/10/2019

Por Vera correa e Ana Brandalise

O livro agradou a todas. Para várias, foi uma releitura que trouxe lembranças da juventude e reflexões novas, suscitadas pelo atual momento.

CONTRIBUIÇÕES:
Regina Moura falou sobre o autor e fez algumas análises do livro. clique aqui para ver A revolução dos bichos- Regina Moura

Vera Correa apresentou um artigo acadêmico sobre a tradução. A REVOLUÇÃO DOS BICHOS, DE GEORGE ORWELL: TRADUÇÃO E MANIPULAÇÃO DURANTE A
DITADURA MILITAR NO BRASIL
“Uma tradução literal do título poderia ser algo como “Fazenda dos Animais”. Dessa maneira, percebemos que houve uma considerável modificação no título ao levá-lo para o contexto brasileiro. A escolha do título A Revolução dos Bichos demonstra, de maneira clara, a manipulação da verdadeira informação contida no texto. A utilização de “revolução” ao título acabou por dar ao mesmo um caráter político que não estava presente no original. Isso ocorreu devido ao fato de que, como mencionado nos capítulos anteriores, em 1964, data de publicação da primeira edição desse livro no Brasil, os militares estavam preocupados com os rumos que estavam sendo tomados pelos governantes e com o socialismo liderado pela Rússia,
que poderia ganhar força dentro do território nacional. Sendo assim, a palavra “revolução” adquiria uma certa relevância no cotidiano brasileiro. “

Clique para acessar o Christian.pdf

Vera também indicou um artigo muito interessante sobre o livro: https://www.google.com.br/amp/s/www.culturagenial.com/a-revolucao-dos-bichos/amp/ . Vale ressaltar no final do artigo as adaptações cinematográficas.

Ana Brandalise nos forneceu suas anotações sobre significado dos porcos, algumas influências do livro e os personagens. Para conferir:A revolução dos bichos

Fotos do encontro no link:A Revolução dos Bichos – Fotos do Encontro
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